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A Tintura de Cavalinha é a forma líquida hidroalcoólica da cavalinha (Equisetum arvense), uma planta primitiva e fascinante — uma das mais ricas fontes naturais de silício orgânico (5 a 8% do peso seco). Esse silício, junto com flavonoides e minerais, dá à cavalinha um perfil característico: combina suporte ao tecido conjuntivo (ossos, articulações, pele, cabelos) com ação diurética suave e proteção urinária.
A Tintura de Cavalinha serve, principalmente, como suporte ao tecido conjuntivo e ao trato urinário. Entre suas indicações de uso, destacam-se:
A cavalinha tem dois eixos principais de ação. Primeiro, o silício orgânico (ácido silícico solúvel) estimula os fibroblastos a produzirem colágeno tipo I e III, fortalecendo a matriz extracelular dos ossos, das articulações, da pele, dos cabelos e das unhas. Esse mecanismo "estrutural" é o que justifica seus benefícios sobre o tecido conjuntivo.
Segundo, a cavalinha tem ação diurética suave, por inibir a reabsorção tubular renal de sódio e aumentar a filtração glomerular. Essa diurese favorece a eliminação de urato e oxalato (substâncias que formam cálculos), atuando na prevenção de litíase. Os flavonoides (quercetina, kaempferol) somam ação antioxidante e anti-inflamatória, e as saponinas contribuem com efeito antimicrobiano leve. Tem nível de evidência em consolidação.
Entre os benefícios associados à Tintura de Cavalinha estão o suporte à saúde óssea e articular, o auxílio ao tecido conjuntivo (pele, cabelos, unhas), o apoio em infecções urinárias e na prevenção de cálculos, e a contribuição diurética suave. A forma líquida em tintura tem absorção rápida.
A dosagem usual situa-se em geral entre 1 e 4 mL por via oral ao dia (cerca de 20-80 gotas), diluídos em um pouco de água. A quantidade ideal e a duração do uso devem ser definidas por um médico ou nutricionista.
A Tintura de Cavalinha é contraindicada em hipersensibilidade à família Equisetaceae, em gestação (ação diurética e presença de alcaloides), durante a lactação, em insuficiência renal grave (risco de desequilíbrio eletrolítico) e em insuficiência cardíaca descompensada. O uso concomitante com diuréticos de alça ou tiazídicos sem monitoramento eletrolítico também é contraindicado.
> Atenção sobre o álcool da tintura: tinturas alcoólicas são contraindicadas em dependência alcoólica, hepatopatia grave, e em uso de metronidazol ou dissulfiram — esses medicamentos causam reação aguda com álcool (rubor, taquicardia, mal-estar), que pode ser desencadeada mesmo pelo álcool da tintura.
Em crianças menores de 12 anos, sem prescrição médica. O uso deve ser orientado por um profissional de saúde.
Serve principalmente como suporte ao tecido conjuntivo (ossos, articulações, pele, cabelos, unhas, via silício orgânico), ao trato urinário (infecções recorrentes, prevenção de cálculos), e como diurético suave em quadros de edema.
Sim, é um de seus usos consolidados. O silício orgânico da cavalinha estimula a síntese de colágeno (a armação do osso), favorecendo a saúde óssea — especialmente integrada a uma estratégia completa com cálcio, vitamina D e atividade física. É coadjuvante.
Cautela. A cavalinha tem efeito diurético próprio. Em quem usa diuréticos (especialmente de alça ou tiazídicos), o efeito aditivo pode levar a desequilíbrios eletrolíticos. O uso só deve ocorrer com acompanhamento médico e, idealmente, com monitoramento de potássio e outros eletrólitos.
Não. A tintura contém álcool, e o metronidazol (e o dissulfiram) causam reação aguda com álcool — mesmo em pequenas quantidades. Pessoas em uso desses medicamentos devem evitar qualquer tintura alcoólica. Existem formas alternativas (cápsulas, chás) sem o álcool.
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