Hormônio do stress: como funciona no organismo?

Você sabe do que se trata o hormônio do stress? O organismo é formado por diferentes sistemas que atuam em prol do seu bom funcionamento. O chamado sistema endócrino tem como principal função regular o metabolismo por meio de diversas substâncias. 

Chamadas de hormônios, essas substâncias são liberadas pelas glândulas, de modo que caem na corrente sanguínea e se direcionam para os locais de ação, onde poderão atuar de acordo com suas funções específicas.

Um dos hormônios mais importantes para a vida é o cortisol. Muitas vezes, ele é associado apenas com o stress, mas é fundamental entender o seu papel no metabolismo de um indivíduo. Acompanhe e saiba mais!

Qual é o hormônio do stress?

O hormônio associado ao estresse é o cortisol. Ele faz parte de um eixo muito importante chamado hipotálamo-hipófise-adrenal, o qual envolve 3 glândulas. Ficou difícil de entender? Vamos explicar!

O hipotálamo é uma glândula localizada no cérebro humano e seu papel é controlar a secreção dos hormônios da hipófise. A hipófise, por sua vez, também modula a liberação hormonal em outros locais do organismo, sendo um deles as glândulas adrenais.

Portanto, quando o hipotálamo solta CRH, ele estimula a hipófise a produzir ACTH e, consequentemente, as glândulas adrenais liberam o cortisol que é feito nelas. Toda essa condição funciona quando o indivíduo é submetido a condições de estresse metabólico.

Como o cortisol age no organismo?

Mas, afinal, quando o cortisol é liberado? Situações como stress, queimadura, convulsão, ansiedade, psicose, cirurgia e até o despertar matinal são alguns dos momentos nos quais há um pico desse hormônio.

Uma vez liberado, ele atua de diversas maneiras no corpo humano. Nos casos de hipoglicemia, ou seja, queda da glicose no sangue, ele induz o organismo a produzir energia a partir da quebra de proteínas da musculatura.

Já no caso do despertar matinal, ele atua nos vasos sanguíneos impedindo que haja a queda da pressão arterial ao se levantar. Caso isso não aconteça, ocorre a chamada hipotensão postural, na qual o indivíduo sente tonturas ao se colocar de pé.

Outra atuação do cortisol ocorre no tecido conjuntivo, que também é conhecido como de sustentação, refletindo diretamente na integridade da pele. O hormônio em questão diminui o conjuntivo, de modo que a pele fica mais fina e com menos colágeno.

Quais os sinais de sua desregulação?

Diante de tudo isso, é possível perceber que o cortisol é essencial para o organismo, mas que seus níveis podem intensificar ou atenuar seus resultados. Em caso de hipercortisolismo, por exemplo, há o aumento do hormônio no organismo.

Sendo assim, podemos pensar em alguns efeitos diretos, como:

  • aumento da pressão arterial — isso ocorre devido ao maior tônus gerado nos vasos, ou seja, eles se tornam mais rígidos elevando a pressão.
  • intolerância à glicose — como o cortisol incentiva a produção de energia a partir de músculos, a insulina passa a não conseguir captar a glicose para produção de energia.
  • ganho de peso — uma das atuações do cortisol é justamente aumentar o apetite, de modo que, em níveis elevados, é possível ter como consequência o ganho de peso.

Como visto, o hormônio do stress é indubitavelmente fundamental para a manutenção da vida. Contudo, tanto os níveis elevados como os inferiores podem causar repercussões sistêmicas e até mesmo acarretar no comprometimento de outros órgãos. Sendo assim, busque manter o organismo em situações de bem-estar e, caso seja percebida alguma alteração, não deixe de procurar orientação com o profissional adequado.

Gostou de saber mais sobre o cortisol? Então, aproveite e conheça também algumas doenças causadas pelo stress e saiba como evitá-las!

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